Que a música da Xuxa Ilariê é famosa no mundo todo eu já sabia.

Mas eu nunca tinha visto a versão CHINESA!!



Tem até legenda pra cantar junto! =]


Folder de divulgação do DVD do Batman que veio junto com o METRO! =]

A campanha desse filme será eterna!!




Louco por ti Corinthians! =]




Hermes e Renato voltando a ser Hermes e Renato! =]

1 semana depois do ultimo post.


Não tenho tempo nem mais de colocar as coisas aqui. Muitas coisas acontecendo...


Pra voltar com o pé direito, nada melhor que HOUSE =]


Mas Hugh Laurie novinho cantando uma musica que ele mesmo fez!

"All we gotta do is..."





That is all we gotta do!


Vi lá no PortalCab!


_________________________________Update________________________________________


Essa musica foi feita para um programa chamado A Bit of Fry and Laurie que o Mr. Hugh Laurie e o Stephen Fry faziam na TV inglesa! Parecido com Monty Phyton! Há!

Olha o video do programa com a mesma musica!



E eles faziam várias musicas!



E esse post era pra ter só um vídeo... =D

Tô sem tempo... nenhum! Então, vamos copiar =]



Sem dúvida, uma das coisas mais curiosas no mundo da música é investigar a origem dos nomes das bandas. Veja à seguir alguns nomes, incluindo os brazucas.

Abba - Formado pelas letras iniciais dos nomes dos quatro integrantes do grupo. Agneta Faltskog, Bjorn Ulvaeus, Benny Anderson e Anni-Frid Lyngstad. A palavra em si quer dizer papai em hebraico.

AC/DC - Todo mundo atribui o nome da banda ao termo "Alternating Current/Direct Current" (ou, traduzindo para o português, Corrente Alternada/Corrente Contínua). Tal nome teria sido achado na placa existente atrás de uma máquina de costura de Margaret Young, irmã de Angus e Malcolm, que dão suporte à teoria.

Algumas figuras religiosas, no entanto, postulam que o significado da sigla advém de "Anti Christ/Devil's Children" ou Anti-Cristo/Filhos do Demônio, querendo taxar o grupo musical de ser ligado ao satanismo, uma vez que repudiavam o rock pesado e a atitude do grupo, que não estava de acordo com o conservadorismo religioso defendido por estes. A banda nega veementemente essa origem para o nome.

Aerosmith - Teoricamente o nome não significa nada. De acordo com a sua biografia "Walk this Way", o baterista Joey Kramer teria sugerido o nome na escola, quando andavam à procura de um nome para a banda – ele gostava de palavras que começavam por «Aero», e decidiram que «Aerosmith» era a melhor combinação

Air Supply - Graham Russell sonhou que viu um letreiro luminoso de um teatro com esse nome cerca de cinco anos antes de a banda assinar seu primeiro contrato.

Alice In Chains - A idéia inicial da banda era de tocarem covers de Slayer usando vestidos. Nem precisa dizer que a idéia não vingou.

Beastie Boys - Beastie quer dizer animalesco. Porém o nome dessa banda é na verdade um acrônimo para "Boys Entering Anarchistic States Toward Internal Excellence" (Rapazes Entrando em um Estado Anárquico Visando a Excelência Interna).

Black Sabbath - O grupo escolheu o nome inicialmente de "Polca Tulk Blues", mais tarde encurtado para "Polca Tulk", e começou a construir um repertório, principalmente blues. Após um curto período, o nome da banda foi mudado porque eles não faziam apenas apresentações de blue. A banda passou a se chamar Earth e resolveu assumir o nome de uma música composta por Geezer Butler, inspirada em um suspense do novelista Denis Wheatley. Para quem não sabe, Black Sabbath (ou Sabbath Negro) refere-se a uma reunião de bruxas e feiticeiras.

Cranberries - O nome original era Cranberry Saw Us, mutação de Cranberry Sauce (molho da fruta cranberry). Quando Dolores O'Riordan se juntou ao grupo ela sugeriu encurtar para The Cranberries.

Duran Duran - Vilão do filme "Barbarella" estrelado por Jane Fonda.

Eurythmics - Sistema de instruções musicais criadas em 1890 que dá ênfase a respostas físicas.

Faith No More - Fé Nunca Mais. O nome anterior era Sharp Young Men, que depois mudou para Faith No Man quando seu crooner era Mike "The Man" Morris. Quando Morris saiu em 1982, evoluíram para Faith No More.

Foo Fighters - Gíria originada durante a Segunda Guerra Mundial significando UFO's (OVNI's). A palavra Foo é uma corruptela do francês "feu" significando "fogo" ou "fou", significando "insano". Dizem que tudo começou quando um grupo de pilotos da aeronáutica tentaram atirar em possíveis UFO's.

Green Day - Trata-se de uma referência a maconha. Um dia verde é um dia em que você deixa de fazer suas obrigações para ficar fumando. Também cotado como inspiração, uma placa no filme "Soilent Verde" escrito "Green Day". A banda se chamava Sweet Children.

Jamiroquai - Duas versões. Jay Kay se interessa pelos indios Iroquai e quer uma banda que possa tocar "jam" (improvisando). Termo australiano para uma banda com um hit só.

Metallica - Lars Ulrich ajudava um amigo bolar o nome de um metal fanzine. Uma das sugestões foi Metallica que não foi aproveitado para a revista. Lars então pegou para ele.

Pearl Jam - Uma das prováveis origens do nome Pearl Jam tem a ver com uma geleia (jam em inglês) feita pela avó de Eddie Veder (chamada Pearl) cuja composição incluía peyote. Outras versões informam que Pearl Jam seria gíria, significando esporra. Eles quase se chamaram de "Mookie Blaylock" em homenagem a um jogador de basquete.

Queen - Segundo Freddie Mercury: "Eu sempre tive a idéia fixa de chamar a banda de Queen. Este era um nome muito forte, muito universal e imediato, tinha uma visão de potência e estava aberta a vários tipos de interpretação. Eu estava ciente da possível conotação gay ao nome, mas essa era apenas uma das várias 'caras' para o nome."

Smashing Pumpkins - Billy Corgan, vocalista, guitarrista e líder já deu várias explicações. O nome poderia ter vindo de uma piada sobre Halloween, que usa a abóbora (pumpkin) como símbolo. Em outra explicação, ele diz que Gene Simmons do Kiss apareceu em um sonho seu e disse "Joe Strummer is a pumpkin, drunken and smashed!"(Joe Stummer é uma abóbora bêbado e chapado). Mas o que ele mais afirma é que o termo smashing é usado no sentido de "arrasador", não como um verbo conjugado. O certo é que sua cidade natal é produtora de abóboras e há quem diga que o nome (Esmagando Abóboras) é uma vingança a um comentário de uma ex-namorada que teria lhe dito que ele não realizaria nada na vida e jamais conseguiria sair da cidade.

Stone Roses - O grupo começou com o nome de "Patrol", mudando logo depois para "English Rose", em homenagem à música da banda "Jam". Em 1985, a banda combinou os nomes de seus ídolos, "English Rose" e "Rolling Stones".

Who - Eles se chamavam The High Numbers e chegaram a lançar um compacto assim embora insatisfeitos com o nome. A lenda conta que o pessoal estava bombardeando nomes possíveis até que alguém que já estava ficando surdo para as idéias, retrucou "Os Quem?"

E também os brazucas.

Kid Abelha - Em 1980, a banda que não tinha nome, precisava urgentemente de um para entregar uma fita. Foi então que Luis Mello, um programador, gostou de pronto do primeiro nome da lista: "Kid Abelha e os Abóboras Selvagens"

Barão Vermelho – o guitarrista Frejat e companhia encontraram inspiração no personagem Barão Vermelho, que Snoopy interpreta em seus desenhos. De chapéu, óculos e cachecol, o cãozinho pilotava sua casinha como se fora o avião do lendário herói de guerra.

Titãs – o nome original do grupo, “ Titãs do Iê-iê-iê , que no início queria adaptar suas canções ao estilo da Jovem Guarda, foi retirado da enciclopédia “ Titãs da Música “ . Foi sugerido pelo vocalista Ciro Pessoa, que deixou a banda em 1984.

Raimundos – Originalmente, o nome e o som da banda são inspirados na cultura nordestina e têm um toque de punk rock. Além de haver muitos “ Raimundos “ no Nordeste, os integrantes eram fãs dos Ramones. Por isso, optaram por algo parecido.

Legião Urbana – a inspiração da banda formada por Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bomfá veio de uma frase do Imperador Júlio César: “ A Legião Urbana vence todas as coisas “

Capital Inicial – os integrantes vieram de dois grupos de Brasília, a “ Blitz 64 e o Aborto Elétrico, do qual fez parte Renato Russo. O nome surgiu da situação do conjunto na época da formação: ninguém tinha dinheiro para tocar, ou seja, faltava o “ capital inicial “ .

Ira ! - Inspirado no Exército Republicano Irlandês. O nome foi usado pela primeira vez em 1981 em um show da PUC de São Paulo.. Em março de 1985, ao gravar seu primeiro LP: “ Mudança de Comportamento “ , a banda já adotava a exclamação.

Charlie Brow Jr. - Em 1992, quando os integrantes da banda já animavam por aí, o vocalista Chorão arrebentou seu carro num quiosque de praia. Nele, estava escrito Charlie Brown. Depois foi só colocar o Jr., pois eles se consideravam discípulos de bandas como Planet Hemp e Suicidal Tendencies. Ou seja, eram o “ júnior ” .

Chupinhado por falta de tempo: Veja mais notícias e posts no Buteco da Net



Serei sincero, não lembro da onde eu peguei isso. Se alguém quiser os créditos, nos comentários! =]

Hoje é sexta. Dia de Tchubarubar =]

E pra não perder o costume: SERVO!

Não sabe o que é SERVO!? Clique aqui!



3. O CAÇADOR



Havia uma praça atrás do templo, onde anualmente era realizada uma festa religiosa, organizada pelos sacerdotes, eram vendidas comidas, bebidas, artigos religiosos, tudo para arrecadar dinheiro e fazer doações. Havia musica, dança, pessoas fantasiadas de personagens da religião. Era uma comemoração que movia não só a Capital inteira como também as cidades vizinhas.
Orion acordou um pouco tarde. Arrumou-se, pegou sua espada e olhou atentamente ao livro que lera na noite passada. Como aquele objeto lhe despertou certa curiosidade, pensou em roubá-lo para estudar mais tarde, pois sairia sem se despedir de ninguém. Mas achou melhor não fazê-lo, pois ele já era mal visto por ser ex-membro da Servo e seria mais ainda se roubasse o livro deles. Fechou a porta com cuidado, mas ao virar-se levou um susto ao encontrar Polaris parada bem a sua frente.
-Bom dia, Orion! Ou melhor, boa tarde não é? Pensei que você nunca iria acordar! É quase meio-dia!
-Eu não dormi direito a noite passada. Estava com muito sono.
-Entendo. Mas, venha comigo! Queria que você conhecesse a festa anual...
-Eu preciso ir, já perdi muito tempo aqui –interrompeu-a.
-Não, Orion! Fique para a festa! Você precisa de um pouco de diversão, vai ser legal!
-Tenho que seguir meu caminho, Polaris...
-Por favor! Queria tanto que você ficasse aqui, e me acompanhasse depois na minha jornada.
-Que jornada?
-O Reverendo Hatsya me incumbiu de visitar as cinco cidades que estão aos arredores da Capital. Ele disse que lá eu irei encontrar as respostas que eu procuro, mas é muito perigoso andar sozinha por ai, e por isso eu devo ter um guarda-costas. Chamaram um caçador de demônios para me ajudar, mas eu queria que você fosse comigo também.
-Um caçador de demônios? Bom, se você tem a ele não precisará de mim.
-Ah, Orion! Eu confio em você...
Alguns segundos em silêncio se passaram até que Orion disse:
-Ficarei pelo menos para a festa então. Desejo saber um pouco mais sobre a religião Asha.
-Que bom! Fico feliz pela sua decisão Orion.
-Mas eu posso lhe pedir uma coisa antes de irmos?
-Claro, Orion! O que você quer?
-Eu queria levar aquele livro comigo –disse ele apontando para o livro azul.
-O livro das escrituras antigas da Asha? Pode levar! Temos centenas de copias deles. Fico feliz que você se interesse pela nossa religião.
-Não que eu me interessasse, mas eu fiquei um pouco curioso.
Orion pegou o livro e levou consigo ate a porta do seu quarto.
-Tudo bem, de qualquer forma ler esse livro irá te fazer bem. Agora não vamos mais perder tempo!Venha comigo pois logo a festa irá começar!
Polaris o puxou pelo braço e saiu correndo em direção a uma das entradas do templo, onde se avistava a praça toda enfeitada e pessoas chegando de todos os lados.
Rigel estava próximo à entrada, conversando com outro sacerdote, quando viu Polaris e Orion chegar.
-Boa tarde para vocês! Espero que se divirtam bastante nessa festa e principalmente prestem atenção quando o Reverendo Hatsya fizer seu pronunciamento sobre a festa dos cinco guardiões.
-Sim, Rigel pode deixar –disse Polaris, sorrindo.
-Quem são esses cinco guardiões de quem tanto falam? –perguntou Orion a Polaris –Ouço falar tanto deles. Eu li até no livro azul.
-Eles são nossos “deuses”. Fique atento ao pronunciamento do reverendo que ele contará exatamente o papel deles na nossa religião.
Orion e Polaris andavam no meio da multidão que se aglomerava para participarem da festa, mas todos se distanciavam ao ver Orion passar pelo seu caminho. As pessoas o encaravam pelo fato dele carregar uma espada enorme em suas costas e pela sua aparência amedrontadora.
Eles atravessaram a praça até chegar em frente a um palco montado onde estava o reverendo, que começaria o seu discurso. Polaris aproximou-se da beira do palco com Orion, para ouvir atentamente as palavras de Hatsya.
Rigel pegou o microfone para testar e logo disse:
-Senhoras e senhores. Peço sua atenção agora pois nosso sumo sacerdote, o Reverendo Hatsya do templo central da Capital irá fazer seu pronunciamento.
O sacerdote colocou o microfone num pedestal e logo se juntou a outros cinco sacerdotes que cercavam Hatsya, conduzindo ele até o palco. O reverendo, um homem bondoso, acenava para todas as pessoas que o recebiam com palmas.
-Boa tarde meus queridos! É com imensa satisfação que eu os recebo para brindarmos na nossa festa anual. O principal intuito da festa, além de arrecadar o dinheiro para as instituições de caridade é lembrarmos e reforçarmos as histórias dos nossos queridos deuses, os lendários cinco guardiões do céu e da terra. Para quem não tem conhecimento, eu lhes informarei sobre a nossa religião. A Asha é baseada nas antigas escrituras, um livro de capa azul como esse –disse Hatsya erguendo o livro- escrito há três mil e duzentos anos atrás por um profeta chamado Zarat, o fundador desse templo da Capital. Ele foi escolhido pelos guardiões para espalhar para o povo seus ensinamentos e também dizer coisas sobre nosso futuro, tudo em forma de código para ser interpretado livremente por nós.
-Você ouviu Orion? –perguntou Polaris –esse livro é milenar. E todos esses ensinamentos foram narrados pelos próprios guardiões.
-Interessante –disse ele, sem olhar para a garota.
O reverendo abriu o livro e leu as primeiras paginas. Logo voltou a dizer:
-Os cinco guardiões do céu e da terra vieram do universo e criaram nosso mundo e cada forma de vida que habita ele para prosperar e seguir seu aprendizado conforme as escrituras. Mas há uma força destrutiva vinda do inferno que de tempos em tempos tenta enganar as pessoas para se desviar do caminho da verdade e sucumbir as suas vontades. É o que chamam de “o rei vermelho”. Ele fará de tudo para conseguir o lugar dos cinco guardiões e modificar esse mundo de acordo com suas vontades mais sombrias...
De repente, Orion olha para trás, como se algo estivesse lhe incomodando.
-O que houve? O que você está vendo?
-Você não ouviu esse barulho?
-Que barulho, Orion? Não ouvi nada. Do que está falando?
Orion sacou a sua imensa espada e fixou o seu olhar em direção a uma rua movimentada. Todas as pessoas ao redor se afastaram com medo de que ele pudesse fazer algum mal a elas.
-O que deu em você? Está assustando as pessoas! –disse Polaris tentando fazer o rapaz baixar a arma.
-É melhor você se esconder. Você não vai querer vê-lo novamente.
-Ver quem? Está louco, Orion?
Rigel interrompeu o pronunciamento, pegou o microfone das mãos de Hatsya e gritou:
-Acalmem-se todos! Não se aflijam! Orion, baixe essa espada
-Eu sabia que não podíamos confiar nesse ex-membro da Servo. –disse o reverendo.
-Também não confio. Mas, espere um pouco. O que é aquilo vindo na rua?
Os dois se assustaram ao ver um demônio gigante semelhante ao que atacou Polaris no dia anterior vindo atrás de um homem que corria desesperadamente.
-Socorro! Alguém me ajuda! –gritava ele.
-Oh não! Um demônio novamente? –disse Polaris.
-Eu já falei para você se esconder. O que está esperando?
-Sim, Orion. Vou ajudar a proteger o reverendo.
O homem que estava correndo caiu. Ele tinha duas pistolas especiais, uma em cada mão e começou a atirar sem parar, fazendo o demônio cair também. O homem levantou-se e deu mais um tiro na região do peito do monstro, para certificar-se que ele estaria morto
-Quase eu viro picadinho por causa desse demônio! Foi por pouco! –disse ele enxugando a testa com uma das mãos, olhando para Orion que ainda estava empunhando a espada.
-Quem é você e como chegou até aqui? –perguntou Orion.
-Ei, pera ai! É assim que recebem o maior e mais famoso caçador de demônios de todos os tempos? Que pergunta, mano! Eu sou Altair, da Cidade do Oeste!
-Nunca ouvi falar de você.
-Você é tão desagradável! –disse ele, encabulado.
Altair era um homem jovem, alto, com um sobretudo preto. Tinha um cavanhaque, cabelos castanhos espetados e uma trança enorme atrás da cabeça onde na ponta havia um pedaço de metal afiado.
Orion vinha correndo e apontando a arma em sua direção, mas logo ele gritou:
-Abaixe-se!
Altair obedeceu e Orion pulou sobre ele, desferindo um golpe no demônio que estava atrás dele, pronto para atacá-lo novamente. O monstro foi ferido, mas mesmo assim começou a investir em cima de Orion. Altair atirava no demônio, sendo que alguns tiros pegavam na perna do monstro, para tentar imobiliza-lo. Mas o monstro era veloz e saltava rapidamente também. Orion foi ferido por um ataque do monstro e caiu. Altair correu atrás dele, saltou e começou a disparar novamente. O demônio tentava fugir em vão dos tiros, sendo ferido a cada segundo. Logo escolheu sua próxima presa para atacar: o Reverendo Hatsya, que estava sendo conduzido para dentro do templo, quando caiu em um degrau das escadarias.
Quando o demônio estava praticamente com as garras em cima do sumo sacerdote, Altair conseguiu imobilizar uma perna dele com seus tiros. Ao virar para trás, Orion apareceu num salto e cortou a cabeça do demônio. Agora sim ele tinha sido derrotado de vez. Ao se aproximar do monstro, notou que ele tinha o mesmo símbolo que lembrava a mascara do homem que matou seu pai.
Mas alguma coisa estava errada para Altair. O demônio tinha sido derrotado, mas ele apontou uma de suas pistolas em direção a Orion, que rapidamente viu o seu gesto, mas não reagiu.
Ao tentar disparar, pareceu ter sido empurrado por alguém, porém, ninguém que estava presente via o que havia atrás dele.
-Por que você fez isso? Você me interrompeu! –disse Altair olhando para o lado.
-Seu idiota! Você não pode atirar contra ele! –disse uma voz grave masculina.
-Por que não? Ele é do mal! Vocês não estão vendo? Pois eu vejo!
-Cale a boca! Eles não podem ver nada! Não repita isso, pois vão pensar que está
louco!
-Ei eu vejo! –disse um velho senhor no meio da multidão
-A-há! Ele vê! Viu só, ninguém vai me achar louco aqui!
-Bom, pela cara das pessoas, parece que elas não têm muita confiança nele... –disse a voz que só Altair ouvia.
O velho se aproximou em sua cadeira de rodas motorizada.
-Eu vejo! E também vejo a girafa atrás de você!
Altair olhou para o nada. Nenhuma das pessoas da festa estava entendendo o que realmente acontecia ali.
-Ela é igual à estampa da minha camiseta, olha! - o velho levantou a camiseta com tanta empolgação que quase caiu pra trás, e realmente havia uma girafa estampada ali - eu adoro a girafa! Ela me diverte de vez em quando... O quê? - ele olhou pra trás como se tivesse conversando com alguém - ah sim! Meu flamingo disse pra você ficar calado... Você ainda vai acabar gostando do meu amigo ali... - ele olhou para Orion e gritou: - Olá amigo do meu cogumelo!
Orion meio sem jeito respondeu o cumprimento.
-Bom, essa festa está divertida, mas os grilos estão me esperando na jangada do lago, preciso ir... Ah! Agora você também é meu amigo, tá certo? E aquela menina é amiga da minha girafa –disse ele se referindo a Polaris, apontando para a sua camiseta –Ela é legal!
-Não to sacando. Sou seu... amigo agora?
-Sim! É sim! Até mais amigos... e ah! Só mais uma coisa - ele virou para Orion e gritou –O cogumelo disse que você deveria conversar mais com meu novo amigo aqui! Até mais pessoal!
Empurrou o acelerador da cadeira de rodas pra frente e um botão do outro braço da cadeira, o que fez ele andar minimamente mais rápido.
-Uhu, adrenalina total!
Altair ficou observando o velho ir embora sem entender nada.
As pessoas olhavam para o caçador sem entender nada, pois parecia que ele estava falando sozinho. Ninguém conseguia ver ou ouvir com quem Altair estava discutindo.
Orion aproximou-se e começou a encará-lo. Altair sacou a pistola novamente e mirou-a na testa dele. Rapidamente Polaris chegou a tempo de interceder. Rigel veio logo atrás tentando protege-la.
-Pare, Altair! Orion não é nosso inimigo! –gritou ela em frente à Orion com os braços estendidos.
Altair suava frio, e a mão que segurava a arma começou a tremer.
-Eu não preciso que você me proteja. Posso muito bem dar conta dele sozinho.
-Não, Orion! Eu não irei sair da sua frente até que ele abaixe essa arma.
Finalmente, percebendo que de nada iria adiantar ele tentar atirar em Orion, Altair guardou sua arma. Nas escadarias do templo estava Hatsya sendo levantado pelos sacerdotes. Ele presenciou toda a cena e disse ofegante ao microfone que estava sendo segurado por um de seus ajudantes:
-Altair, Polaris e Orion. Quero ver vocês no salão do trono imediatamente!
Rigel chamou alguns sacerdotes para limpar a sujeira deixada por causa da batalha e, ao pegar o microfone do reverendo disse:
-Meus queridos membros da Asha. Infelizmente teremos que encerrar a festa desse ano. Que os cinco guardiões abençoem vocês pelo seu caminho de volta para casa. Até logo!
E as pessoas que ainda estavam lá começaram aos poucos a ir embora assustadas e inconformadas com aquele acontecimento.
-O que será que o reverendo quer falar conosco? –perguntou Polaris a Altair.
-Não sei. Ele é o chefão né? Temos que obedecer o cara!
-Eu só estou perdendo tempo aqui... –disse Orion, lamentando-se.
Altair o encarou mais uma vez, mas rapidamente entrou no templo junto a ele e a Polaris, encaminhando-se para o salão do reverendo. Ele estava se recuperando do susto. Como já era idoso, tinha uma saúde um pouco frágil, portanto tinham que ter cuidados especiais com ele.
-Entrem meus queridos...
-Fala aí, chefe! O que você manda? Porque me chamou até aqui?
-Isso é maneira de você se dirigir ao sumo sacerdote da Asha? –disse um ajudante de Hatsya, condenando sua má educação perante o reverendo.
-Tem razão. Ele é o supra sumo. Devemos respeitá-lo.
O velho passou rapidamente pela porta do salão.
- Supra sumo! Eu gosto de Supra sumo!
Todos olharam mas depois voltaram a atenção para Hatsya.
-Esqueça as formalidades e vamos logo ao assunto, pois visto que a situação está se agravando, nós não podemos perder mais tempo. Altair, eu o chamei aqui para você conhecer Polaris e guia-la pelas cinco cidades, onde ela deverá visitar os cinco templos antigos. Você deverá protegê-la dos perigos que talvez possam encontrar na sua jornada.
-Tudo bem, eu protejo a menina de qualquer coisa, chefe! Pode contar comigo!
-Polaris, obedeça Altair e preste atenção a tudo o que os sacerdotes lhe disserem sobre os templos e os guardiões.
-Sim, Reverendo Hatsya. Eu tentarei aproveitar ao máximo essa viagem. –disse Polaris olhando para trás. –Mas, e quanto ao Orion? Por que o chamou até aqui também?
Orion estava encostado em uma parede, de braços cruzados e olhando para o chão. Parecia não estar prestando atenção na conversa deles.
-Rapaz, tendo visto a sua coragem ao derrotar o demônio e como agradecimento por ter salvo a minha vida. Você tem minha confiança agora e por isso, pode viajar junto com eles. Você é forte. Sei que irá ser um grande reforço para proteger Polaris.
Orion descruzou os braços e andando em direção do sumo sacerdote disse:
-Por que eu deveria ir? Meu caminho nada tem a ver com o de Polaris.
-Mas que cara folgado! Preste atenção ao que você fala, moleque!
-Eu preciso ir embora. Adeus.
-Orion, não se vá, por favor! –disse Polaris –venha comigo!
Altair aproximou-se de Orion e apontando o dedo para o rosto dele disse:
-Aí mano. Você é folgado, mas é forte pra cacete. Custa ajudar um pouco? Você virá com a gente, nem que eu tenha que te levar amarrado!
-Me dê um bom motivo para ir então.
-Se você me guiar pelas cidades, nós arrumamos um jeito de te pagar. Sei que você precisa de dinheiro. Então venha com a gente! –disse Polaris.
-Se esse for o problema, você terá o pagamento que merecer, após a conclusão da viagem de Polaris –confirmou Hatsya.
Orion pensou bem, olhando para o chão e logo perguntou:
-Qual cidade nós iremos primeiro?
-Mas é um interesseiro mesmo esse branquelo azedo! Só falar de dinheiro que o moleque até casa com a gatinha!
Após ter dito essas palavras, ele recebeu um tapa na cabeça.
-Ai! Você de novo! Deixe-me em paz seu idiota!
-Com quem você está falando, Altair? –perguntou Polaris.
-Com ninguém. Vocês não podem vê-lo mesmo, de que adianta eu falar.
-É, pelo visto terei que ir mesmo te acompanhar. Se depender desse louco você estará em perigo. –Disse Orion a Polaris, caçoando de Altair.
-Quem aqui é louco?
- Eu é que não sou! A minha girafa deve ser... Ela não gosta de açúcar.
-Parem com as brigas vocês dois! –interrompeu Hatsya -Agora peço que se retirem e façam as devidas preparações para a sua viagem. Vocês deverão ir para a Cidade do Sudoeste. Vocês serão recebidos pelo sacerdote Mintaka, que lhes ensinarão o que precisam saber para o resto da viagem.
-Mintaka... eu já ouvi esse nome antes. –murmurou Orion.
-Mintaka alguma coisa que eu te bato! - passou o velho novamente pela porta parecendo que estava brigando com alguém.
-Sim, reverendo. Assim o faremos. –disse Polaris.
Altair e Orion se encaravam a cada minuto. Alguma coisa em Orion chamava a atenção do caçador e o incomodava muito, mas ele não podia dizer uma só palavra, pois ao contrario dele, ninguém podia ver nada.
E assim começava a jornada dos três pelas cinco cidades, onde muitos perigos os esperavam.

O.O

Essas coisas me deixam impressionado!



Seriam Os Trapalhões videntes?

Vi lá no Brogui primeiro! =]

Os caras virem no Brasil e fizeram um show bom, segundo meu irmão =]





Gosto das musicas deles... e a versão de Don't Stop Me Now ficou legal!



Mas naaada como a original... um bom e velho Queen!


Peguei lá no Zé Mingau! =D


Minha infância como a de muita gente dos anos 90 foi recheada de albuns de figurinhas.

Desde Street Fighter, Cavaleiros do Zodíaco, Power Rangers até campeonatos de futebol, que não tinham tráfico de figurinhas repetidas como o da última Copa. Na minha época, pra você conseguir uma figurinha que seu amigo tinha e você não só havia 1 jeito. 

No BAFO!

Lembro de uma vez aprender com um amigo de escola uma técnica nova, que utilizava as duas mãos. Dois dias depois ela foi banida, pois eu tinha acabado com todas as figurinhas dos colegas. =]

Me lembro também na minha primeira série de jogar Bolinhas de Gude!

Pois é, na minha escola existia um canto onde tinha terra. E lá a gente fazia a festa! Até hoje guardo a bolinha que todos queriam, uma bolinha azul prateada. Linda! Hoje ela está em meio a minhas coisas guardadas de infância.

Mas o jogo que eu realmente gostava e era a diversão quando as professoras faltavam, era STOP.

Nome, Cidade, Fruta, Flor, Carro, MSE (Minha sogra é)... e por aí vai.
A diversão sempre ficava pro MSE que saiam coisas absurdas.

Oooouuuueeeessssstop!
Letra L

MSE: Lambida

Coisas desse tipo! =]


Essa é a minha contribuição para o Sim, eu tive infância! do Cogumelo Louco!

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Esse jogo já entrou pra história!



Hoje é Sexta-Feira, dia de: SERVO! \o/

Não sabe o que é SERVO?! Clique aqui e veja a história completa! =]




2. O HÍBRIDO


Era à noite. Polaris andou pelos longos corredores do templo, até chegar numa porta onde era coberto por uma cortina vermelha. Atrás dela havia um salão em formato circular enorme, com um homem já idoso vestido de azul e vermelho, com uma coroa na cabeça. Era o sumo sacerdote do templo, o Reverendo Hatsya. Ela era a única pessoa além dos sacerdotes que tinha autorização para falar com ele pessoalmente.
-Reverendo Hatsya, com sua licença –disse Polaris, curvando-se.
-Aproxime-se minha filha. O que deseja?
-Hoje eu saí do templo sem a autorização do meu tutor, o sacerdote Rigel...
-E por que você fez isso? –disse ele, se levantando.
-Eu não agüentava mais ficar presa aqui no templo sem poder sair. Rigel e os outros sacerdotes têm um cuidado excessivo comigo e esse é um dos motivos de eu ter vindo até aqui. Quero que me fale o porquê de vocês me protegerem tanto.
-Minha filha, no momento certo você saberá. Há coisas que devem ser mantidas em segredo por nos seguidores da Asha.
-Pois bem, e então o que vocês seguidores da Asha pretendem fazer a respeito dos demônios que estão lá fora?
-Demônios? Do que está falando? –Assustou-se Hatsya
-Um rapaz me salvou do ataque de um demônio hoje. O seu nome é Orion, ele é um ex-membro da Servo e eu o trouxe aqui no templo.
-Eu não posso acreditar! Um ex-membro da Servo te salvou de um demônio? Isso não faz sentido! Então quer dizer que os demônios estão se proliferando na cidade! O que eu temia aconteceu! E esse rapaz não pode ficar aqui, você sabe que temos regras!
-Mas ele me salvou! Ele matou o demônio! Mesmo que ele já foi da Servo, eu acredito que ele não seja mal. E por causa do incêndio provocado por vocês, ele perdeu a casa onde vivia. O mínimo que eu podia fazer para agradecê-lo por ter me salvo era trazê-lo até aqui, pelo menos para comer e dormir por uma noite.
-Essa historia está muito intrigante. Traga-o para jantar conosco. Quero conversar com ele.
-Sim, reverendo. Eu o farei.
Ela despediu-se do sumo sacerdote e alguns minutos depois foi até os aposentos chamar Orion para jantar. Enquanto isso, Orion estava em um dos quartos, sentado na cama, observando um livro que achara na cabeceira da cama. Era um livro de tamanho médio, de capa azul com letras em dourado. Estava escrito somente “Asha”. A curiosidade fez com que ele pegasse o livro e folheasse algumas páginas, e ele percebeu que todas elas tinham algumas estrofes com quatro versos, sendo que algumas frases rimavam. Uma das estrofes que mais lhe chamou a atenção estava escrito:

De tempos em tempos, o rei vermelho tentará surgir.
Sem questionar, muitos o seguirão.
Ele irá se alimentar de sonhos.
E virá ao mundo guiado pelo escorpião.

-Orion, venha comigo! Vamos jantar! –disse Polaris ao entrar no seu quarto - Eu quero lhe apresentar para o sumo sacerdote, o Reverendo Hatsya.
-Eu quero ficar aqui sozinho. Tragam-me a comida até aqui.
-Vamos, deixa de ser assim! Ele é uma boa pessoa e quer conhecer você!
O rapaz, vendo que não adiantava insistir e também por causa de sua fome, resolveu segui-la sem questionar.
Chegando no salão de jantar, Orion ficou impressionado com o tamanho da mesa a qual estavam sentados todos os sacerdotes e um homem que se vestia diferente dos demais, que era o sumo sacerdote. Rigel era o único sacerdote que estava de pé. Orion não acreditava na quantidade de comida que havia na sua frente.
-Reverendo Hatsya. Esse é Orion, o rapaz que me salvou.
-Olá Orion, sente-se por favor.
Rigel puxou uma cadeira vazia próxima a Hatsya, e pediu para que Orion sentasse. Ele sentou-se e vendo o seu prato cheio de comida, começou a degustar tudo desesperadamente, deixando todos atônitos.
-Perdoe-o, reverendo. Ele deve estar com muita fome –disse Rigel, desconsertado.
-Tudo bem, eu entendo. Orion eu queria fazer algumas perguntas a você, se você não se incomodar é claro.
-Pode falar! –disse ele com a boca cheia de comida.
-Quantos anos você tem?
-Vinte e três.
-Certo.Polaris disse que você era da Servo. É verdade isso?
-Sim, por quê?
-Você sabe que é uma seita demoníaca, não sabe?
-Nunca me falaram disso. Pelo que sei, quem entrasse nela, teria que fazer rituais para conseguir o que queria.
-Como você entrou na Servo?
-Sirius me adotou. E ele cuidou de mim até eu crescer.
-O líder Sirius... mas você também participava desses rituais?
-De vez em quando. Não gostava muito disso.
-Entendo. E sobre o demônio que você exterminou hoje, o que sabe sobre ele?
-Nada. Eu só estranhei por ele ter um símbolo igual ao da máscara...
-Máscara? Do que você está falando, rapaz?
-O homem que matou Sirius. Vestia uma máscara.
-Então seu pai foi assassinado, Orion? –perguntou Polaris, espantada.
-Sim. Foi quando houve o incêndio.
-Você pode nos contar mais sobre isso?
Ele olhou para Polaris que acabara de fazer essa pergunta, olhou para o sumo sacerdote que estava com uma expressão questionadora em seu rosto e começou a se lembrar da cena que presenciou na noite anterior.
Orion despertou em sua cama, onde começou a tossir por causa da fumaça.. Olhou em volta e viu que seu quarto que estava em chamas. Vestiu-se o mais rápido que pôde e foi atrás de Sirius. No corredor dos quartos, haviam estendidos no chão corpos cobertos por chamas e cadáveres de pessoas mortas por asfixia. Ele desviou de todos eles e desceu as escadas. O casarão estava desmoronando em meio as chamas e Orion não parava de tossir, mas sentia-se na obrigação de correr atrás de seu mestre.
Chegando no salão principal onde se realizavam os rituais, Orion avistou Sirius, ferido, empunhando sua espada bumerangue lutando fervorosamente contra um homem cabeludo, vestindo uma mascara branca com detalhes vermelhos e roupas brancas, com duas espadas, uma em cada mão.
-Sirius! Venha, vamos embora daqui! O casarão irá se desmoronar!
-Orion! Fuja! Você tem que viver!
-Eu não sairei daqui sem você!
Ele tentou se aproximar, mas logo o homem mascarado tentou o atacar. Esquivando-se de todas as investidas dele, Orion pôde alcançar a espada negra de Sirius, que estava em uma espécie de altar. Ele tropeçou, mas foi o tempo suficiente de pegar a espada e se defender de um possível ataque mortal do homem de branco. Nesse momento, Sirius deu um salto em direção ao mascarado, que o fez cair no chão, largando uma de suas espadas.
-Orion, fuja daqui! Rápido! Eu já disse, você tem que viver!
O rapaz ficou imóvel, vendo o mascarado se aproximar de Sirius, já quase sem forças. Num ultimo ato de desespero, Sirius avançou com sua espada empunhada, mas o homem de branco foi mais rápido e lhe cortou a barriga.
Orion ficou chocado e não demonstrou sentimento algum ao ver seu pai e mestre ser morto tão friamente por um desconhecido. Vendo que ele começava a se aproximar, o rapaz correu com a espada negra até a saída, na porta da frente do casarão, onde foi seguido pelo homem mascarado.
Todos no salão de jantar escutavam atentamente a historia de Orion, e surpreenderam-se ao ver que ele não demonstrava nenhuma reação ao falar da morte do líder da Servo que acontecera na noite anterior.
-E então eu fugi do casarão. Dormi na rua na noite passada até que hoje de manhã eu acordei e salvei Polaris do demônio.
-É uma historia muito triste e surpreendente –disse Hatsya.
- Sim, mas isso já é passado. Tudo o que quero agora é encontrar novamente aquele homem mascarado e fazê-lo pagar pelo que ele fez.
-Vingança não é algo que lha vá fazer bem Orion. Você precisa recomeçar sua vida agora e esquecer desses sentimentos ruins.
-Isso é impossível! –disse o rapaz, retirando-se da mesa e andando até a saída.
-Orion, volte aqui! O Reverendo ainda não terminou de falar –disse Polaris, levantando de seu lugar e seguindo-o.
-Deixe-o ir, minha filha. Ele deve estar atordoado com esses acontecimentos e por isso ele precisa ficar só um pouco. Agora eu preciso que você venha comigo até a sala do trono. Preciso lhe mostrar uma coisa. E vocês sacerdotes, limpem a mesa.
Os sacerdotes o obedeceram e começaram a retirar os pratos, talheres e os copos da mesa.
Na sala do trono, Polaris aguardava enquanto Rigel trazia um pequeno baú até as mãos de Hatsya.
-Veja, menina. Esses são artefatos antigos da Asha.
Ele abriu o baú, onde estavam dois braceletes dourados com três orifícios na parte de cima de cada um deles.
-O que é isso, reverendo? Para que servem esses braceletes?
-Chegou a hora de você seguir o seu destino, Polaris. Você descobrirá, aos poucos, todas as respostas para as suas perguntas. O primeiro passo é vestir esses braceletes.
-Se eu terei minhas respostas com isso, então o farei –disse ela vestindo os braceletes.
-Rigel, peço que você se comunique com o templo da Cidade do Oeste. Peça para que mandem um caçador de demônios para vir amanha me encontrar.
-Sim reverendo, seu desejo é uma ordem –disse o tutor de Polaris.
-Reverendo, eu não estou entendendo. Aonde você quer chegar com tudo isso?
-Minha filha, sua jornada começará em breve. Você terá que passar pelas cinco cidades e visitar seus cinco templos. Em cada um deles você aprenderá mais sobre você mesma e seu destino.
-Eu não estou entendendo. E por que mandou chamar um caçador de demônios? Eu não sabia que existiam! Para mim só existiam exorcistas!
-Esse demônio que você viu hoje, não é o primeiro que temos conhecimento. Apareceram vários deles nas cidades vizinhas e alguns exorcistas tiveram que aprender a não só lutar contra espíritos, mas também com demônios de carne e osso. Por isso eu o chamei. Você não sabe que perigos você irá encontrar a sua frente. É melhor ter um guarda-costas.
-Mas eu vi o Orion lutar contra o demônio! Eu não preciso de um caçador profissional. Deixe o Orion vir comigo, reverendo! Eu confio nele.
-Eu não confio, menina. Ele já foi da Servo e não sabemos das suas reais intenções.
-Mas, Reverendo...
-Sem mais, Polaris. Já está decidido. E prepare-se, pois amanhã será a grande festa anual para comemorar o dia dos guardiões. Deve dormir agora para acordar cedo!
-Está bem, irei me retirar agora. Com sua licença.
Polaris estava muito confusa por tudo o que Hatsya havia dito, mas sentia que o único meio de conseguir suas respostas era obedecendo ao reverendo.
Antes de dormir, ela passou no quarto de Orion mais uma vez para desejar-lhe uma boa noite. Ele não lhe deu muita atenção, pois estava novamente lendo o livro da Asha:

Os cinco guardiões do céu e da terra
Irão escolher um anjo para purificar
O hibrido de humano com demônio
E o todo o mal irá se acabar

-Um híbrido de humano com demônio... –disse Orion, ao fechar o livro.



Você sabe quem é Felipe Riccota?! Sim! Ele é o Kiabbo do 15 minutos =]

E ele já teve uma banda, e tem um CD! Divertido de se ouvir por sinal.

Peguei no Suspensa



Conheci esse clipe semana passada e achei simplesmente incrível! =]



O Cogumelo Louco começou uma campanha bem legal!

" Dia 12 de outubro no dia da criança vamos dedicar nossos post e contar sobre alguma loucura de criança que vale a pena lembrar. "

Vamos nessa!! =]




\o/ Tá chegando! \o/

Novos vídeos do Improvável! =]





Who will win?!

Ele só queria um sapato...




Ainda no clima de nostalgia, não podia deixar de postar aqui no blog esse clássico! =]

É uma historia triste, musica triste, musica triste...

* Nostalgia mode On *

http://www.meuamigopolvo.kit.net/



Video bizarro que eu vi nos tempos de colégio! Tempos em que internet ainda era discada!! ahuhuaauhuhauahuh



Estou sem palavras pra comentar esse trailer.

Só sei que eu PRECISO jogar isso!! =]

Peguei no Save Game.

Não vou comentar dos prêmios do VMB... a Mallu Magalhães não ganhou nada... =(

Maaaaaans, em compensação, no melhor estilo "We are the world" vários artistas e VJs da MTV gravaram um "clipe" de Furfles Feelings! =D



Com direito ao Paulo Bonfá imitando o Steave Wonder lá no meio!!!

* Modo Peruíbe On *

Isso tudo não passa de uma Estratégia de Marketing da MTV para aumentar a audiência! =]



Peguei no C&H Traduzidos =]

E a nossa historia continua! =]

Não sabe o que é SERVO?! Olha aqui o começo da historia!



1. O ANJO


Um rapaz magro, de cabelos acinzentados, olhos azuis e uma cicatriz no rosto saiu desesperado, correndo em meio às chamas, tossindo, com suas roupas negras sujas e rasgadas. Ele olhou para trás, vendo aquele casarão antigo, que lhe serviu de moradia por tantos anos agora coberto por chamas, quase irreconhecível. Teria que procurar um novo lar e recomeçar sua vida.
Um homem de cabelos cumpridos vestido de branco apareceu caminhando pelas chamas, com duas espadas, uma em cada mão e uma mascara com um desenho de escorpião estilizado no rosto. Quando parou de caminhar, já estava fora do casarão. Ele olhou para o rapaz, apontando uma de suas espadas em direção a ele e disse:
-Eu sou o líder agora. Se você der um passo à frente, farei de você meu braço direito e você terá o que quiser. Se der um passo atrás, pode ter certeza de que sua vida se tornará um pesadelo. A escolha é sua.
O rapaz fitou-o nos olhos, com uma expressão de indignação em seu rosto. Ele nem pensava em atacar o homem mascarado a sua frente, pois, mesmo estando armado com uma grande espada de lamina negra, ele sabia de algum modo que certamente perderia o combate. Então aquele era o momento da sua escolha final, que decidiria se ele continuaria com sua vida como era antes, ou se tomaria um novo rumo.
Sem dizer uma palavra, olhou para baixo, deu meia volta e saiu correndo em direção a rua. O homem mascarado baixou a espada e, rapidamente num salto desapareceu no ar, deixando ao fundo o casarão em chamas.
Algum tempo depois, cansado de tanto correr e de toda situação que passou, o rapaz de cabelos acinzentados parou em frente a um beco escuro numa rua que fazia parte da periferia da Capital. Lá estava um velho mendigo se preparando para dormir, que se encolheu e olhou assustado para o rapaz que empunhava uma espada imensa.
-Fique tranqüilo, eu não irei machuca-lo –disse o rapaz, jogando a espada no chão, tentando acalma-lo.
Como já era madrugada, fazia frio e ele não tinha onde ir, pediu emprestadas algumas cobertas pra que ele pudesse passar ali a noite. Gentilmente, vendo a situação das roupas dele e de sua aparência, o mendigo lhe emprestou um cobertor velho. O rapaz agradeceu, sentando no chão e cobrindo-se para não passar frio. O mendigo também lhe ofereceu um pedaço de pão, mas ele recusou apenas acenando com a cabeça, pois ele não era de falar muito. Mais tarde ele adormeceu, tentando esquecer o que tinha presenciado das cenas traumatizantes que presenciou.
No dia seguinte ele acordou, olhou para o lado e viu que o mendigo não estava mais ali. Apenas suas cobertas, um saco de pão velho e uma caneca se encontravam no lugar. Ele pensou que provavelmente o pobre homem saiu em busca de comida ou de alguns trocados. E era exatamente isso o que ele teria que fazer se quisesse sobreviver dali em diante.
Após se levantar, ouviu um grito de mulher. Rapidamente pegou sua espada , saiu do beco e foi descendo a rua à procura de alguém que estivesse em perigo.
Ele parou ao tropeçar em algo. Olhando no atrás, no chão viu que havia um rastro de sangue e, seguindo esse rastro, pôde ver o mendigo que lhe ofereceu abrigo na noite passada, que estava morto, com um rombo enorme no abdômen e com a boca cheia de sangue.
Foi então que ouviu um grunhido vindo de um monstro colossal que vinha logo a sua frente com cerca de três metros de altura, com o couro vermelho, com garras e olhos negros aproximando-se de uma garota que acabara de cair no chão. Ele ficou chocado pois nunca viu um bicho enorme como aquele, mas precisava salvar a garota de qualquer maneira, mesmo se tivesse que matar o monstro.
Num salto ele golpeou o braço do monstro, que o amputou. Em seguida, com o outro braço, o monstro lhe deu um golpe que o fez voar longe. Quando o monstro estava próximo de abocanhar a garota, o rapaz retornou, subiu em suas costas e cravou sua espada no pescoço do bicho, que caiu logo depois, sangrando muito e vindo a morrer logo em seguida.
-Eu nunca vi uma criatura dessas em toda a minha vida –disse o rapaz à garota.
-Nem eu. Mas eu fui avisada de que isso poderia acontecer um dia –disse ela, tentando se recompor do susto.
-Você está bem? O monstro lhe machucou?
O rapaz estendeu a mão até ela e a ajudou a se levantar. Era uma linda garota que aparentava ter a mesma idade dele, com o corpo esbelto, roupas que lembravam ter motivos religiosos. Seus cabelos eram negros e curtos, deixando uma franja cair em seu rosto. Mas o que mais lhe chamava a atenção eram seus olhos: o direito era de azul e o esquerdo de cor verde. Sua presença de algum jeito acalmava as angustias dele.
-Estou bem sim, apenas sofri alguns arranhões ao cair no chão, mas nada de grave. Muito obrigada por me salvar, eu lhe devo minha vida.
Ele não respondeu, olhando somente para o monstro parecendo ignorar os agradecimentos dela. O monstro, curiosamente, tinha uma marca em seu corpo idêntica a da mascara do rapaz misterioso que aparecera a sua frente na noite anterior.Ela, um tanto sem graça, tentou puxar conversa:
-Posso saber qual o seu nome?
-Orion...
-Orion? É um belo nome. Eu me chamo Polaris. Você mora aqui mesmo na Capital?
-Sim. Mas minha casa foi destruída e agora preciso procurar um novo lugar para viver.
-Eu sinto muito pela sua casa –disse Polaris com pena do pobre rapaz.
Ele sacudiu a espada limpando o sangue deixado pelo monstro e começou a andar na direção contraria a de Polaris.
-Espere! Onde você vai?
-Você não me ouviu? Preciso ir embora e procurar um lugar para morar. Volte para sua casa.
-Mas eu sei um lugar onde você pode morar! É só você me acompanhar!
-Eu não sei se devo...
-Ora, venha! Vamos logo! É o mínimo que posso fazer como agradecimento pelo que você me fez. Aceite meu convite!
-Meu filho, vá com ela... esse mundo está perigoso hoje em dia...
Orion olhou para trás e viu um velho com óculos escuros redondos e pequenos, com um cachecol, em uma cadeira de rodas elétrica com uma bandeira presa nas costas. Ele era meio rechonchudo.
- Mas...hum... quem é você? - perguntou Orion.
- Eu sou eu oras bolas... e eu gostei de você... você parece ser legal... agora você será meu amigo! Meu e do meu pé de coelho - ele tira um chaveiro de cogumelo do bolso - ele me traz sorte sabe?
- Mas isso não é um cogumelo?
- Shhhhhh....ele pode ouvir! Você vai ferir os sentimentos dele...
Orion olhou para Polaris tentando entender o que estava acontecendo, mas ela estava com uma cara de interrogação maior do que a dele.
- Então, vá com ela! Simplesmente, vá... será melhor pra você!
Dizendo isso o velho colocou o acelerador da sua cadeira de rodas pra frente... e foi-se embora...
-Tudo bem, não tenho para onde ir mesmo.
E os dois desceram a rua, chegando a um terminal, onde pegaram um ônibus que iria para a zona central da Capital. Polaris pagou a passagem de Orion, que estava sem dinheiro e os dois voltaram a conversar.
-Para onde estamos indo?
-Para o centro da Capital. É lá que eu moro! Você deve estar se perguntando o que eu fazia aqui na periferia não é mesmo?
-Na verdade não.
Polaris ficou sem graça, mas mesmo assim prosseguiu:
-Eu sou vigiada o tempo todo e isso às vezes me cansa. Querem me proteger e acabam exagerando, entende? Eu raramente saio de casa e por causa disso que eu fugi de lá, mas eu já estava voltando para casa antes de encontrar você...
Orion olhava pela janela e parecia não estar prestando atenção ao que ela dizia. Ele era muito serio, não sorria e estava sempre com um olhar frio e distante.
-Você não é muito de conversar não é mesmo? Perdoe-me, às vezes eu falo demais.
-Tudo bem, eu não me importo.
Polaris sorriu mas calou-se, constrangida.
-Posso lhe fazer uma pergunta?
-Claro!
-Você disse quando lhe salvei que lhe avisaram que aquilo poderia acontecer algum dia. O que você sabe a respeito daquele monstro?
-Aquele monstro, ou melhor, aquele demônio... É obra da Servo.
Orion surpreendeu-se com o que a garota disse, mas tentou não demonstrar nenhuma reação e continuou a ouvir.
-A Servo é uma seita secreta demoníaca, onde todos que participam dela fazem rituais, onde trocam desejos materiais por energia vital humana para alimentar os demônios. Eu fui avisada de que quando conseguissem um numero considerável de pessoas na seita, demônios começariam a surgir pela cidade. Você já ouviu falar deles, Orion?
-Não! – bradou Orion, que fez com que os outros passageiros do ônibus olhassem para ele.
-Tudo bem, acalme-se! Eu falei algo de errado?
-Perdoe-me, eu me exaltei.
Orion observava os olhos de Polaris que eram de cores diferentes e brilhavam de uma forma intensa. Ele não se conteve e disse:
-Seus olhos... são diferentes. Eles brilham tanto... por que eles são assim?
Polaris ficou envergonhada, sorrindo para o rapaz que parecia admirado com o seu olhar.
-Meus olhos? Dizem que esse é um sinal de que eu sou especial. E é por isso que me protegem tanto.
-Entendi. –disse ele, olhando para a janela do ônibus novamente, perdido em seus pensamentos.
-Você tem família?
-A única pessoa que eu considerava minha família está morta agora. Não tenho mais ninguém.
-Que triste, Orion. Deve ser por isso que você é tão calado.
-É...
“Ela só pode ser da Asha!” –pensou Orion, ao ouvir as palavras de Polaris.
-Já chegamos no ponto! Venha, vou levá-lo para conhecer minha casa!
-Sim, vamos.
Orion estava receoso agora, pois desconfiava que Polaris não era uma pessoa comum. De alguma forma, ele sentia-se bem ao lado dela, mas sabia que ao mesmo tempo, sua vida iria tomar um rumo diferente acompanhando-a
Eles desceram do ônibus e seguiram rua a baixo, onde havia um imenso templo que era do tamanho do quarteirão todo.
-O templo principal da Asha...
-Sim, essa é minha casa! Você já foi lá?
-Essa é a primeira vez.
-Então vamos logo, quero te apresentar a uma pessoa!
Polaris puxou a mão de Orion, que, um pouco desajeitado, acompanhou-a até o lugar.
Chegando no local, eles avistaram o salão principal, onde havia cinco estatuas imensas num altar, que pareciam ter a fisionomia de animais antropomórficos e um sacerdote de costas, fazendo suas orações no altar. Orion, por algum motivo, preferiu não entrar.
-Deixe-me aqui. Fale com ele primeiro.
-Tudo bem, mas quando eu o chamar, entre para ele te conhecer! Não precisa ter vergonha.
Polaris lembrou que, como havia saído de lá sem avisar ninguém. E por isso já esperava levar uma bronca. Mas mesmo assim, disfarçando, tentou ser simpática com o sacerdote:
-Olá, Rigel! Acabei de chegar!
O sacerdote que era roliço, baixinho, de barba e cabelos brancos olhou para trás nervoso:
-Polaris! Onde você esteve? Eu fiquei louco te procurando! Os outros monges até saíram a sua procura. Eu estava até agora rezando para que os cinco guardiões a trouxessem de volta sã e salva! Você me deixou muito preocupado, sabia?
-Desculpe-me, Rigel! Mas, eu nunca posso sair daqui. Eu estou cansada de ficar enclausurada nesse templo sem ver o mundo!
-Mas você é uma menina especial! Não pode sair por ai sozinha do jeito que você fez. -Ta bom! Ta bom! Você já me falou isso muitas vezes. Deixa isso pra lá, eu já estou aqui mesmo!
-Polaris! –disse Rigel, repreendendo-a.
-Isso não importa mais. Eu quero lhe apresentar uma pessoa. Ele me salvou de ser atacada por um demônio na periferia da Capital.
-O quê? Você foi até a periferia da Capital? E foi quase atacada por um demônio? Eu temia que isso acontecesse! Temos que redobrar a segurança em cima de você agora. Eu lhe avisei sobre as escrituras! Você não...
-Chega Rigel! –interrompeu ela –posso ou não apresenta-lo para você?
-Tudo bem, mande-o entrar –disse Rigel colocando a mão em seu rosto.
-Venha Orion! Entre!
Ao ver aquele rapaz que tinha um olhar frio, todo sujo, com uma cicatriz e uma espada imensa em suas costas. Rigel assustou-se, fazendo-o tropeçar e cair no chão.
Subitamente, as estatuas começaram a reagir a presença de Orion. Um barulho ensurdecedor tomou conta do local, fazendo ate os vitrais do templo trincar e estourarem. Os olhos das estatuas brilhavam num azul intenso e, em questão de segundos, projetaram um raio que fez o rapaz sacar a espada e se defender contra esse ataque. O raio se intensificava cada vez mais até que ele não agüentou e caiu no chão.
-Rigel! O que está acontecendo? Orion me salvou! Ele não é mal! Por que estão fazendo isso com ele? Pare já essas estatuas.
-Eu não sei o que está acontecendo, Polaris! Mas só você pode ordená-las para elas pararem!
Polaris desesperada com a situação gritou:
-Sendo assim... eu ordeno que parem imediatamente, cinco guardiões!
Os raios cessaram no mesmo instante em que Polaris falou. Logo ela foi socorrer seu amigo:
-Você se machucou? Vamos! Eu o ajudo a levantar!
-Está tudo bem, eu posso me levantar sozinho.
Rigel aproximou-se com muito medo de Orion, que ainda estava no chão., recuperando-se do ataque. Analisando-o cautelosamente o rapaz, ele perguntou:
-Você é humano ou o quê?
-Rigel! Isso é jeito de se cumprimentar alguém? Eu não o trouxe aqui para ouvir isso!
Orion levantou-se e com o mesmo olhar frio de outrora respondeu:
-Eu não sei o que sou para falar a verdade. Sempre fui diferente dos demais.
-As estatuas não atacariam qualquer pessoa. Com certeza você tem alguma ligação com demônios.
Orion olhou para a garota e disse:
-Eu era da Servo.
Polaris surpreendeu-se. Aquele que a salvou e a quem contara suas historias na verdade estava do lado que ela acreditava ser o inimigo.
-Da Servo? E como tem coragem de pisar nesse templo sagrado?
-Eu não vim aqui porque quis. Fugi de lá, durante um incêndio, provocado por membros da Asha!
-É verdade isso, Rigel? –perguntou Polaris, sem entender nada.
-Sim, menina. Nós da Asha sempre estivemos atrás desses adoradores do demônio e, graças a um espião, descobrimos a sede secreta da Servo! Era um casarão velho que ficava na periferia da Capital. Botamos fogo em tudo, para purificar aquele local de todo o mal que vinha lá de dentro.
-Por que eu sou sempre a ultima a saber dessas coisas?
-Perdoe-me Polaris. Sabe que fazemos isso para o seu próprio bem. Tratamos de destruir o mal antes que ele chegasse até você. Mas, vejo que de nada adiantou! –disse o sacerdote encarando Orion.
-Não se preocupe, eu não vim aqui lhes atacar e nem vou me vingar de vocês por causa disso. Eu não pertenço mais a Servo, pois ela acabou depois daquele incêndio.
-Como você pode afirmar isso? Onde foram parar os outros membros como você? Eles fugiram?
-Creio que estão todos mortos, assim como meu mestre.
-Então ele quem você considerava da sua família, Orion? –lembrou-se Polaris.
-Sim. Ele me acolheu quando eu perdi a memória. E desde então me criou como se fosse seu filho.
-Entendo. Era Sirius, o líder da Servo, não era?
-Sim, ele mesmo. Mas ele não foi morto no incêndio. Eu ovisendo assassinado... -Quem matou seu pai, Orion? Era da Asha?
-Nós nunca sujaríamos as mãos com o sangue desses adoradores de demônio, Polaris –disse Rigel.
-Não. Eu não sei quem era. Ele usava uma roupa branca e também uma mascara com um desenho vermelho. Não vou cansar até encontrá-lo novamente...
-Orion, não pense nisso agora. Você precisa tomar um banho e relaxar. Rigel, eu peço a você que cuide dele, dê comida e tudo o que ele precisar. Esse rapaz salvou minha vida e mesmo que você não goste dele é o mínimo que posso fazer para agradecê-lo.
Rigel olhou para o rapaz, ainda com duvidas por causa da reação das estatuas e sobre a revelação de seu passado.
-Tudo bem, Polaris. É meu dever, mesmo que isso seja contra minha vontade, atender a um pedido seu. Queira me acompanhar, Sr. Orion.
-Mais tarde nos falaremos, Orion. Esteja à vontade agora, a casa é sua.
-Eu sei que não sou bem-vindo aqui. Ficarei aqui por essa noite apenas.
E o sacerdote o acompanhou até os aposentos. Polaris ficou ali mesmo, chocada, olhando para as estatuas pensando em tudo o que havia acontecido. Tinha muitas duvidas sobre o demônio que viu, sobre as estatuas e sobre o porquê de a protegerem tanto. Também acreditava que Orion, mesmo sendo da Servo não era uma pessoa ruim. Ela precisava de respostas e sabia muito bem quem seria capaz de tirar suas duvidas.